Venenosa de Verônica Berg

Cuide-se.
Sombreia os olhos.
Não tema a própria espinha.
Há espelhos que matam —
seu reflexo é mais afiado.

Despida, arde.
A língua lambe a chama.
Seja o veneno que escolheu.
E por trás do sorriso,
o punhal.

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