Coração de Ferro ou Shopee de Lata
- Um Acidente Cênico
- Riri Williams: Gênia ou Fraude?
- N.A.T.A.L.I.E.: IA irritante
- Núcleo Familiar: macumbaria e deserto emocional
- A Lacratrupe de Delinquentes
- Vilões? Que Vilões?
- Furos e Mais Furos
- Disney, não obrigado
O Coração de Ferro, a nova série da Marvel (Disney), é uma saudação ao crime ou macumbaria — dependendo de como você vê a superficialidade e a apologia ao mal.
Um Acidente Cênico
O roteiro de Coração de Ferro é uma piada de mau gosto. Mal escrito, cheio de buracos, pontas soltas e uma construído com tamanha fragilidade que desmorona sozinho. A direção? Um fiasco. Parece um esboço abandonado no canto da mesa, filmado às pressas, sem alma ou propósito. Não há jornada, evolução ou qualquer traço de história coerente. É como se alguém jogasse ideias na parede e decidisse gravar tudo o que grudou. E a estética? Francamente… dá vergonha alheia.
Riri Williams: Gênia ou Fraude?
Riri Williams, a protagonista, é o pior tipo de personagem: egocêntrica, estereotipada, chantagista, invejosa, vitimista, ladra e assassina. E mesmo assim, a série espera que você engula que ela é uma “pobre coitada”, injustiçada pela vida e mal compreendida por um mundo cruel. Sério? Ela mesma assume isso, dizendo abertamente que age dessa forma porque pode e por não possuir a fortuna de Tony Stark. Para piorar, em menos de cinco minutos, ela é seduzida por uma trupe de delinquentes Disney diante de uma caixa cheia de dinheiro e mergulha de cabeça no crime. Moralidade? Zero. Parece uma mosca atrás de lixo.
E a tal “genialidade” dela? Um insulto. A série martela que ela é mais esperta que Tony Stark e P.I.N, com todos os personagens lembrando isso a cada dez minutos. Mas como Willians prova isso? Constrói a armadura com os projetos do Stark, para furtar em seguida. Cria uma IA com um programa do Stark. Conserta a armadura furtada na cozinha da mãe dela, com ferramentas improvisadas, em uma noite. E o gerador ARC? Palavras dela: “Não preciso, a minha armadura é solar, eólica ou plugo na tomada do quarto.” Sério, Disney? Isso é patético.
Ela ainda chantageia o contrabandista pra conseguir peças (adivinhe? Do Stark!) ou fuça no ferro-velho atrás de sobras. Empoderada? Gênia? Não, ridícula.
N.A.T.A.L.I.E.: IA irritante
A inteligência artificial N.A.T.A.L.I.E. é um pesadelo ambulante. Irritante, birrenta e com a profundidade emocional de um pires raso. Surge do nada, sem contexto ou explicação plausível, e só atrapalha com diálogos forçados que parecem escritos por uma criança entediada. Todos os personagens são assim: vazios, superficiais, como bonecos de papel recortados às pressas.
N.A.T.A.L.I.E. é criada em um laptop comum, usando um programa do Stark e dois eletrodos — vindos da Shopee, suponho — em 4 horas. Tudo isso alimentado pela tomada da cozinha da mãe dela.
E, para piorar, existe uma cena posterior em que Riri “menciona cogitar” criar uma IA usando “escaneamento mental” — sendo que ela já fez isso. É alertada de que isso exigiria uma quantidade absurda de energia e colocaria seu cérebro em risco de virar “pudim”.
Ai eu te pergunto: que raios de cozinha é essa, que tem tanta energia e equipamentos que fariam inveja às indústrias Stark e P.I.N.?
Núcleo Familiar: macumbaria e deserto emocional
O núcleo familiar da protagonista é um desperdício total. Serve só pra mostrar como a série é rasa e macabra em sua execução. As amigas da mãe são caricaturas macumbeiras, e o único propósito da família é dizer que Riri é uma gênia.
O trauma central da personagem, e seu elemento motivador — a morte do pai e da namorada em confrontos entre gangues — é tratado com tamanha leviandade que nem sequer toca. E o que Riri faz para lidar com isso? Junta-se a uma gangue. Brilhante, Disney. Simplesmente brilhante.
A Lacratrupe de Delinquentes
A gangue de jovens, que a Disney tenta vender como diversa e inclusiva, é uma caricatura ridícula e horrorosa. A justificativa deles pra roubar, furtar e chantagear? “Somos pobres, eles são ricos.” Sério, é só isso.
A trupe é um circo de estereótipos: a protagonista com sua armadura, o líder com uma capa mágica, um travesti hacker, duas brigonas de rua, uma piromaníaca que “usa” explosivos (mal, obviamente) e um trombadinha que lança facas. Nenhum deles tem habilidades reais ou carisma para justificar sua existência. São apenas jovens sem rumo fazendo coisas idiotas. E para completar, a gangue chantageia vítimas para assinarem contratos onde se tornam acionistas e parte da folha de pagamento da empresa. Jumentice pura.
Vilões? Que Vilões?
A vilã da série é a própria protagonista — todos os seus atos provam isso. Mas a produção insiste em ignorar suas aberrações morais para focar no líder da trupe, um suposto vilão que é um zero à esquerda. Parece mais um cara tranquilo que você encontra no bar, não um criminoso. Não intimida, não manipula, não mete medo. Sua capa mágica, que o deixa invisível e curva balas, parece saída de um filme B de terror. Suas cenas? Um sonífero.
Já o contrabandista, que deveria ser um vilão com potencial para um arco maior, é um chorão patético que briga com a vizinha porque o cachorro dela suja o quintal dele. Motivação vilanesca maravilhosa. Disney, por favor, chega.
Furos e Mais Furos
Os furos de roteiro são tantos que nem vale a pena listar. A narrativa é uma peneira, cheia de erros graves e escolhas que desafiam qualquer lógica. E pelo que andei investigado, os três últimos episódios são ainda piores.
Se você quer se torturar assistindo a uma vilã — sim, a protagonista é uma vilã patética — que justifica cada atrocidade com a desculpa de ser “uma vítima da sociedade”, vá em frente. Boa sorte. Que Deus tenha piedade da sua alma.
Disney, não obrigado
Shopee de Latão só serve para uma coisa: mostrar como não fazer uma obra. Os três primeiros episódios são suficientes para me convencer a ficar bem longe. Os defeitos são óbvios: roteiro fraco, personagens planos, estética lamentável e uma ética tão distorcida que tenta vender o crime como justiça social para quem se sente “injustiçado”.
Eu sei, vai ter um monte de influenciadores por aí fazendo uma hermenêutica cabalística mental, tentando justificar o tosco e te convencer de que essa tortura é, na verdade, revolucionária — e que isso é o novo padrão Marvel (Disney). Chega a ser doentio.
Já boicoto o selo Star Wars — com aperto no coração. A Marvel acaba de entrar na lista. Pelo andar da carruagem, não vou ter outra escolha senão incluir tudo da Disney no boicote… ou, no mínimo, na lista só para +30 anos.
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