O Brasil derruba a expectativa do torcedor frente à favoritíssima Colômbia

Empate brasileiro em má atuação detona as boas impressões deixadas no jogo anterior da seleção, Colômbia faz uma grande partida e o resultado sai de bom tamanho para a amarelinha.
O Brasil derruba a expectativa do torcedor frente à favoritíssima Colômbia

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O jogo Brasil 1x1 Colômbia, realizado no Levi's Stadium pela Copa América nas 22h (horário de Brasília) de ontem (02/07) trouxe ao torcedor brasileiro mais incertezas sobre o trabalho de Dorival Jr. frente a seleção e sobre a real qualidade do plantel nessa competição após o excelente jogo contra o Paraguai, que além de ter classificado o Brasil para a segunda fase da Copa América trouxe esperanças para quem acredita na possibilidade de bom desempenho dessa seleção.

O grande destaque da partida foi James Rodriguez, o meia que é reserva no São Paulo fez uma partida a nos lembrar dos grandes camisas 10 do passado, já quase extintos no futebol mundial, o colombiano trouxe dificuldades para o setor defensivo brasileiro, levando ameaças para o gol, chutes na trave e passes plásticos em assistências para finalizações. Para o lado brasileiro o destaque foi Raphinha no primeiro tempo, que fez um belo gol em cobrança de falta, mas que no segundo tempo não conseguiu repetir a boa atuação que vinha tendo na primeira etapa, e o mesmo pode ser dito sobre Vinicius Jr. em comparação ao jogo contra o Paraguai. No segundo tempo do time brasileiro Savinho entrou muito bem, porém deveria ter entrado em campo no começo do segundo tempo.

Apesar do resultado ter sido bom para a seleção brasileira, que não era favorita na partida, traz consigo sintomas de problemas sutis nessa seleção, como a falta de variações táticas e a dependência do uso de pontas mesmo sem um centroavante fixo, uma vez que Endrick ainda é visto como um jogador sem o devido preparo para a titularidade. Outro problema geracional nessa seleção passa pela carência de grandes laterais, por certo é uma carência universal no futebol, falamos de uma posição que tende à extinção no futebol global devido o avanço técnico e tático de um jogo mais físico e intenso, o adversário também não possuia laterais de renome no futebol global, e aliás, poucas grandes seleções possuem, mesmo a Argentina campeã da Copa do Mundo de 2022 não possuía algum lateral do nível de lendas da posição, mas que esse fenômeno na seleção brasileira aparenta ser mais problemático do que em outras seleções. A titularidade da lateral direita é tomada e monopolizada por Danilo, um jogador que é tido como matéria de dúvida por parte dos torcedores em toda a sua carreira, enquanto no outro lado do campo, na mesma posição, não há unanimidade, Wendell é um jogador contestado pela torcida no time do Porto e Guilherme Arana, apesar de ser um excelente jogador, é colocado em segundo plano frente aos jogadores que atuam na Europa.

Uma alternativa à seleção brasileira seria o uso de sistemas com três zagueiros, uma vez que há demasia de bons jogadores brasileiros nessa posição, seja no futebol nacional ou no futebol global (qual atribuímos ao futebol europeu), assim anulando o problema das laterais usando alas nessas posições e podendo variar ataques com ou sem Endrick, propondo dupla de ataque de Vinicíus Jr. e Rodrygo, como foi na temporada vitoriosa 23/24 do Real Madrid, possibilitando a entrada de mais um jogador no meio de campo, ou mantém-se um sistema 3-4-3 ainda com os pontas, porém com Endrick centralizado. Por ventura, infelizmente, essas variações táticas não são comuns ao atual técnico da amarelinha, que, apesar de ser bastante competente e vir de excelentes trabalhos, não possui como característica o experimentalismo, é um técnico mais pé no chão e que prefere a eficiência do que lhe é conhecido do que invencionices, em contrariedade ao perfil do último treinador (interino) da seleção, Fernando Diniz, que é opostamente proporcional, apesar de ambos serem visionários em adaptações de jogadores, como visto no São Paulo por parte de Dorival Jr., quando moveu Alisson de posição.


#### Panorama da competição

Infelizmente o Brasil não se apresenta como um dos favoritos ao título devido seus desajustes, ocorre de haver possibilidade de, em um acaso, obter êxito na conquista, entretanto essa possibilidade é remota. Das seleções favoritas se levantam a Colômbia, com seu bom futebol e um elenco também muito bom, o Uruguai com o excelente trabalho de Bielsa, e a Argentina, que ainda impõe medo aos adversários.

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O que o torcedor pode esperar do Brasil é uma evolução gradativa e convincente, um elenco que se aprimore jogo após jogo e um plantel que compreenda o espírito do boleiro brasileiro, com uma transformação nítida na relação da mente com a realidade situacional, ou seja, na linguagem da bola, que entregue sangue e suor em campo, coma a bola e abandone a péssima imagem recente comum à "geração Neymar", de atletas desconexos com as práticas de concentração pré-jogo e habituados com choros pós-derrotas somados à mensagens tristes em postagens em redes sociais, frente a momentos após festas com um bom samba e um funkzinho "filé pae", contemplando um "jeito moleque" de uma meninada sem noções sobre suas participações frente à construção da imagem simbólica supostamente nacional em palco frente à uma torcida nacional e, também, internacional — em alguns casos de simpatismos de outras nações com a seleção brasileira.

Essa Copa América traz consigo ponto positivos a despeito da inserção de países da CONCACAF, sinalizando possível competição futura com seleções da CONMEBOL e da entidade norte-americana, algo bastante benéfico para todos a nível de mercado e de competitividade, ou mesmo podendo trazer seleções europeias que não estejam inseridas no centro do futebol de seleções do futebol Europeu, em suma, que não participem corriqueiramente da Eurocopa, dando à elas oportunidades para se fortalecerem em competitividade e dos sulamericanos confrontarem mais seleções.


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